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20130824

ESCOLHAS


Se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás. Prov. 9:12.


Todo ser humano nasce livre. As escolhas fazem a diferença. Uns escolhem para o bem, outros para o mal. No verso de hoje, Salomão coloca a responsabilidade da vitória ou da derrota nas mãos da própria pessoa.

É verdade que existem muitas explicações para a derrota. O clima, as circunstâncias, a falta de oportunidades, os problemas, enfim. Difícil é aceitar o fato de que a maioria das derrotas tem raízes nas decisões erradas que tomamos. 

Se você procurar o conselho divino e ajustar a sua vida a ele, o resultado natural será a sabedoria que o conduzirá à vitória. A única pessoa beneficiada com essa decisão é você. Se em meio à noite escura decido acender a lâmpada, quem é que vai sair ganhando com a minha decisão? Mas se decido andar às escuras, quem vai acabar tropeçando e se machucando?

20120529

PERDIDO DENTRO DA IGREJA

Entrou na sala sem bater e jogou-se na cadeira em frente da minha mesa. Suava. Era evidente que estava nervoso.

- Pastor, estou perdido! - disse sem rodeios. Apenas três palavras. Seria desnecessário dizer mais para descrever a tragédia de uma alma em conflito. Podia aceitar essa declaração de qualquer outra pessoa, não daquele rapaz. Eu o conhecia muito bem: era um jovem exemplar, um fiel membro da igreja. Mas estava ali, com os olhos lacrimejantes repetindo:

- Pode crer, pastor, estou perdido!

20120507

DEUS ama você

"O texto bíblico para a mensagem de hoje está no livro de Gênesis 19:4 a 8: "Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa, os homens de Sodoma, assim os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló, e lhe disseram: Onde estão os homens que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles.

Saiu-lhes então Ló à porta, fechou-a após si, e lhes disse: Rogo-vos meus irmãos, que não façais mal; tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto."

A mensagem a seguir é um assunto muito delicado e eu peço a Deus que me ajude a achar as palavras certas para tratá-lo de maneira séria, espiritual, misericordiosa. Porém, é um tema que não pode ser passado por alto desde o momento que está registrado no texto bíblico.

20120415

O Dilema do Aborto

“Joana procurou-me um dia angustiada pelo complexo de culpa. “Pastor…”, disse ela, “…Provoquei um aborto quando tinha dezesseis anos, mas ninguém soube. Foi uma experiência dolorosa e traumatizante em minha vida, mas era a única saída que eu via naquele momento. O fato é que tudo isso aconteceu há mais de trinta anos e até hoje carrego em meu coração a incerteza do perdão. Minhas mãos estão manchadas de sangue, pois tirei a vida de um nenenzinho que eu carregava no ventre. Sinto que não existe perdão para um pecado tão horrível como este. Responda-me por favor, existe perdão para mim?”

O drama desta mulher, cujo o nome é fictício, me levou a tratar o assunto do aborto nesta palestra.

Este tema é sem dúvida nenhuma, controvertido e delicado. O mundo todo está dividido em dois grandes grupos com relação a este assunto. Esta controvérsia intensificou-se a partir de 1973 quando a corte suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto. Os dois grandes grupos são: de um lado os que defendem a vida, e do outro, os que defendem o direito que a mulher tem de decidir se deve ou não ter a criança que gerou.

Pessoalmente acho que as implicações são muito mais profundas, porque o aborto é muito mais do que o fim de uma gravidez. Ele converteu-se, hoje, numa atitude e até quase num estilo de vida. Na realidade, é uma maneira de encarar qualquer problema que aparece pela frente. Você tem problemas no emprego? Não se preocupe muito, aborte seu emprego, demita-se. Seu casamento não anda bem? Aborte seu casamento, divorcie-se. Encontra dificuldade na vida cristã? Não insista, aborte seu relacionamento com Deus e com a igreja, abandone tudo. Você vê? O aborto na realidade, é uma tentativa de evitar a conseqüência de nossas ações. A Bíblia é clara quando afirma:

“Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna (Gálatas 6:7-8).

A advertência aqui é clara. Não resta dúvida. A Bíblia afirma que colheremos o que semeamos. Mas o aborto tenta ignorar este fato fundamental da vida, parando as batidas de um coração humano.

Analisemos, por exemplo, o caso de Jenifer, uma garota imaginária, que amava as diversões e brincava de sexo. A ansiosa busca por prazer levou-a a uma gravidez. Os pais e ela não duvidaram um minuto em tomar a decisão que parecia ser a mais simples: o aborto. Afinal de contas, por que a família teria que sofrer todas as conseqüências que aquela gravidez acarretava?

O aborto, embora tão traumático quanto possa ser, parece à primeira vista, ser a solução mais simples e o caminho mais fácil para resolver o problema.

Infelizmente, depois de abortar seu “problema”, Jenifer nunca aprendeu a lição. No verão seguinte, ficou grávida de novo. E dois anos mais tarde outra vez. Foram quatro abortos antes de completar 21 anos, acredite, se quiser.

A pergunta é: Que teria acontecido se Jenifer não tivesse escapado da realidade com aquele primeiro aborto? Nove meses de gravidez, sem dúvida nenhuma, teriam sido difíceis, mas aquela experiência poderia, talvez, ter lhe ensinado uma das mais importantes lições da vida: que é preciso encarar as conseqüências de nossas ações e não fugir delas.

Mas existem tantos defensores do aborto hoje, que dá a impressão de que os defensores da vida é que estão errados. O problema é que a escala de valores de nossa sociedade está ficando de cabeça para baixo. Suponhamos que fosse um pequeno golfinho nadando dentro da barriga de uma mãe grávida, você pode estar certo que apareceriam imediatamente os manifestantes do movimento “Salvem o golfinho” defendendo furiosamente o direito de viver do bichinho. Mas acontece que esses mesmos ativistas que fazem campanhas e passeatas para preservar a vida de todos os golfinhos do oceano, são os que defendem o direito que a mulher tem de interromper a vida de uma criança que carrega no ventre.

Parece estranho, não parece? Essa é a religião do humanismo secular. Mas o cristianismo avalia a vida como um dom de Deus. Um dom tão sagrado que Jesus deu Sua própria vida para preservar a vida do homem. Portanto, quando pensamos no aborto, a pergunta que devemos fazer é: o que fez aquela criança para merecer a morte?

Você talvez ache que uma criança que ainda não nasceu, não está viva, porque não respira sozinha. Mas a realidade é que o feto já é um consumidor de oxigênio, como qualquer ser humano vivo. É verdade que precisa da ajuda da mãe para processar a respiração, mas muitos adultos, no momento de uma cirurgia, também precisam de ajuda para respirar. Sem os aparelhos, morreriam. Seria alguém capaz de deixar morrer um adulto, durante a cirurgia, somente porque não pode respirar por si só?

A criança, mesmo depois de ter nascido, e de começar a respirar sozinha, ainda é dependente. Não pode alimentar-se só, não pode sustentar-se financeiramente, se quer pode virar-se sozinha no berço. É óbvio, então, que o fato de ser dependente não tem nada a ver com sua condição de pessoa humana.

A verdade é que uma criança, mesmo antes de nascer, já tem todas as características definidas de um ser humano no primeiro trimestre de vida fetal. Por volta dos 25 dias, praticamente antes que a mãe perceba que está grávida, essa criança já está bombeando sangue.

Hoje, a ciência chega à conclusão de que o nenê pode reconhecer a voz da mãe que está praticamente atada a essa vida que leva dentro do ventre. E quando essa mãe quebra as leis não escritas do instinto, abortando o nenê, imprime em sua própria vida marcas que a perturbarão por muitos anos.

Os que apoiam a idéia de que a mãe tem o direito de escolher se vai ter ou não a criança, vão longe negando o fato de que a realidade é que não se está tirando a vida de um ser humano. Eles preferem pensar no aborto como a interrupção da gravidez. Como seria se disséssemos que o motoqueiro do parque interrompeu a vida de nove garotas ingênuas? Foi interrupção ou foi assassinato?

A grande discusão das pessoas que defendem o aborto é sobre o momento no qual exatamente começa a vida. É obvio que a curta viagem através do canal do nascimento, não torna um feto despersonalizado, num ser humano. A posição mais natural e lógica, é que a vida começa na concepção. Deste momento em diante, até o estado adulto, há um processo de crescimento constante.

Perguntemo-nos agora como cristãos, se antes de nascer, os nenês não são seres humanos viventes, onde estava Jesus durante a gravidez de Maria? Deixou de existir durante nove meses? A Bíblia diz que a virgem Maria “tinha concebido do Espírito Santo”. Vê? O Deus eterno tinha se tornado um nenê vivo e real dentro do ventre de Maria.

Em vários lugares da Bíblia se menciona os nenês que ainda não nasceram, como pessoas. Vemos isto quando Isabel, a tia de Jesus saudou Maria:

“Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou possuída do Espírito Santo” (Lucas 1:41).

De acordo com a Bíblia, o que Isabel tinha no seu ventre era um nenê. Não era uma massa de tecido fetal em desenvolvimento, mas um nenê brincalhão.

Pois bem, à luz das evidências bíblicas e biológicas, pode alguém negar a idéia de que o aborto acaba com uma vida humana? E que direito tem o ser humano para deter as batidas desses pequenos coraçãozinhos?

Para muitos ateus e agnósticos, um nenê que ainda não nasceu não passa de tecido fetal que se mexe no ventre, como símbolo do processo evolutivo. Na realidade, eles dão aos nenês que ainda não nasceram o valor moral de um tumor. “Desfaça-se dele na forma que achar conveniente”. Que tristeza!

Outro dia, vi um grupo de feministas americanas com um cartaz que dizia: “Tire as mãos de meu corpo. Dêem-me o direito de decidir”. Bom se aqueles nenenzinhos são seres vivos, não devíamos nós também tirar as mãos dos corpinhos deles?

Acho que depois de tudo isso, você e eu, meu amigo, devemos pensar com mais carinho quando se trata de defender a vida. Mas, e quanto aos que defendem a idéia de que a mulher tem o direito de decidir se vai ou não ter a criança? Tem a mulher direito de escolher? Com toda certeza, desde o momento em que a mulher tome essa decisão ou faça essa escolha no momento da relação sexual. Se a mãe teve participação voluntária numa relação sexual que resultou em gravidez, não exerceu sua liberdade de escolher e decidir?

Não existe algo assim como liberdade de decisão sem limites. A liberdade pessoal não pode violar os direitos de outra pessoa. Em outras palavras, você tem a liberdade de mexer o braço, mas essa liberdade termina onde começa o meu nariz. E o direito da mulher sobre seu corpo acaba onde começa o corpo do nenê. O fato de que esse nenê que ainda não nasceu, não possa defender-se, não quer dizer que não tenha direitos.

Mas e quanto a gravidez que é fruto de um estupro? Tais casos merecem consideração especial, desde o momento que a mãe nunca teve a oportunidade de exercer sua liberdade de escolha. Por que deveria ela ver-se na obrigação de afrontar as conseqüências do crime de outra pessoa? Este é o motivo pelo qual muitos que se opõem ao aborto, aceitam a possibilidade dele em casos de gravidez por estupro. Sendo que a mulher engravidou sem que fosse sua decisão, não deveria ela ter o direito de defender-se contra tal invasão? Por que deveria colher o que não plantou? Mas por outro lado, não é a vida um patrimônio divino? E logo que o estupro é um ato de violência e justo da natureza pecaminosa do ser humano. Claro que semelhante ato foi inspirado pelo diabo que se utilizou das depravações e deformações do caráter do homem. Mas se a vida já está formada, e toda a vida pertence a Deus, que direito tem o ser humano de por um ponto final a essa vida? Não se deveria levar adiante essa gravidez e se depois a mãe não tiver estrutura psicológica para conviver com essa criança, não poderia ela ser entregue em adoção para uma família que pudesse lhes oferecer todo o amor do mundo?

Mas, o aspecto polêmico deste tema não termina por aqui. O que fazer, por exemplo, quando a vida da mãe corre perigo? Estes casos são relativamente raros, mas às vezes os médicos têm que encarar o terrível dilema de decidir se deve viver a mãe ou a criança. Na maioria das vezes decide-se por salvar a vida da mãe.

Você percebe que este é um assunto muito delicado e controvertido. Pode, por exemplo, apresentar-se a declaração contundente de que a vida é tão sagrada, que nenhum ser humano tem o direito de escolher o aborto sob nenhuma circunstância. Tomar uma posição não é fácil, eu sei. Mas enquanto deliberarmos o que fazer em casos de estupro, deformações genéticas ou risco de vida da mãe, podemos sim tomar uma posição com relação à grande maioria de abortos nos quais uma mãe saudável, se desfaz de um nenê saudável que está vivo, por decisão dela própria.

Se estes tipos de aborto parassem, acabariam 95 porcento dos abortos. Tendo conseguido isso, poderíamos seguir vendo as implicações éticas do aborto em outras circunstâncias.

Não é fácil tratar um assunto deste. Como pastor, sei das angústias de uma mulher que está considerando a possibilidade de um aborto. Elas precisam de compaixão e não de condenação, não importando o que decidirem fazer. E se tomam a valente decisão de preservar a vida que está dentro delas, o sofrimento não acabou, está apenas começando. Elas precisam de ajuda para trazer esses filhos ao mundo e tentar juntar os cacos de sua própria história.

A igreja tem a solene responsabilidade de apoiar estas mulheres que sofrem.

Se neste momento, você que está lendo é uma mulher que está lutando no vale da decisão, por favor, compreenda que Deus a ama apesar de seus erros. Ele tem um plano especial para a sua vida e para a vida desse nenê que está dentro de você. Levante a cabeça, acredite e Deus não a desapontará.

Talvez você se sinta culpada pelos abortos que já teve. Então, confesse seus pecados a Jesus e peça perdão. Na realidade, todos somos culpados de muitos erros e merecemos a morte. A Bíblia diz que todos nós nos desviamos como ovelhas, cada um foi por seu próprio caminho. Mas graças a Deus, Ele colocou sobre Jesus crucificado o pecado de todos nós. Sim, minha amiga, Jesus pagou o preço completo de nossa salvação. Neste momento você pode estar limpa diante de Deus, como se nunca tivesse pecado. É só abrir o coração a Deus, aí onde você está. Quer fazê-lo?

ORAÇÃO

Oh Pai querido! O tema desta palestra é um tema que nos faz pensar. Por que na vida de muitas mulheres e muitos homens que conseqüentemente participaram da decisão dessas mulheres, há histórias manchadas de sangue? Foram vidas acabadas e o peso da culpa, às vezes, perturba por muitos anos. Pai, neste momento existem pessoas que precisam de perdão, que Tua mão poderosa toque estas vidas.

Se alguém precisa de uma nova oportunidade, dá-lhe esta oportunidade. Não permita que ninguém, que esteja lendo esta palestra, fique com o coração triste, desesperado, sem esperança.

Suplicamos tudo isto em nome e pelos méritos de Jesus. Amém.

Insignificantes adaptações, sem modificar nenhuma ideia transmitida pelo autor, por Adriana Vaz

20120411

ENCHEI AS VASILHAS


"A família está passando por uma das maiores crises de sua história. Nos Estados Unidos, de cada 100 casamentos, 60 terminam em divórcio e 35 não se separam por falta de coragem. Dos 5 casamentos que se salvam, 3 são suportáveis e somente 2 são verdadeiramente felizes.

Qual é a razão destes números alarmantes?

"E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus. E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas. E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não tem vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei d'água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo". (S. João 2:1 a 9)

Nos países latinos, a realidade não deve ser muito diferente da realidade americana. Talvez, na América Latina, esses 60% que acabam em divórcio diminuam um pouco, e os 35% que não se separam porque não têm coragem, aumentam.

Por que será que a grande maioria dos casais fracassa?

Às vezes o fracasso não se torna público; as feridas não são mostradas à sociedade, aos amigos ou à igreja. Mas a vida entra numa rotina asfixiante levando ao desespero. Por quê?

Existem outros aspectos interessantes que merecem ser mencionados. Esses 100 casais chegam ao casamento desejando muito ser felizes. Desses casais, a grande maioria chega ao altar se amando muito, mas acaba na separação ou na infelicidade.

Esses dados provam que para ser feliz no casamento, não basta apenas querer ser feliz, ou apenas amar muito o noivo ou a noiva, porque se dependesse desses itens, a grande maioria dos casamentos daria certo.

Então, por que os lares não são felizes?

Quem sabe, você que está fazendo esta leitura é uma senhora que a muitos anos atrás, desfilou pelo corredor da igreja vestida de branco, carregando muitos sonhos. Já se passaram cinco, dez, quinze anos desde aquele dia. E hoje eu pergunto:

- Onde estão os sonhos? Onde estão os castelos que você construiu?

Ou talvez você está com o seu casamento à beira do colapso. A sociedade, os filhos e a igreja não sabem... somente vocês dois, marido e mulher, conhecem a situação. Quando se uniram no altar, vocês o fizeram com amor, desejando de todo coração ser felizes. O que aconteceu?

Analisemos S. João 2:1 a 9. Aquele casal de noivos em Caná da Galiléia teve a brilhante idéia de convidar Jesus para o seu casamento. Felizes aqueles que hoje têm certeza de que Jesus está presente em sua família.

Quer dizer que se Jesus está presente na nossa vida, nunca teremos dificuldades?

Lembre-se: aquele casal convidou Jesus para estar em seu casamento. Mas a Bíblia diz que, de repente, o vinho acabou. O vinho simboliza gozo, alegria, felicidade. E tudo isso acabou naquela festa. Será que nos lares onde Jesus está presente também podem haver momentos turbulentos?

Às vezes corremos o perigo de usar a Bíblia com demagogia.

Eu poderia lhe dizer agora: Se você acreditar em Jesus, nunca terá problemas; se entregar a vida a Jesus nunca ficará doente; se decidir seguir a Jesus nunca terá dificuldades financeiras. Mas não. Não é isso que a Bíblia afirma. Ela diz que Jesus pode estar presente no casamento, e mesmo assim, podem haver dificuldades e problemas.

Talvez você esteja se perguntando: Qual é, então, a vantagem de ter Cristo?

Eu lhe respondo:
- O sofrimento na vida daqueles que não têm Jesus é como a ferida purulenta; é como a gangrena que vai devorando, levando à loucura, ao desespero, e finalmente à morte.

O sofrimento na vida dos que têm comunhão com Cristo, é como a ferida limpa que doe, sangra, mas sara. E com o tempo só restam cicatrizes.

Você pode estar atravessando o vale de sombras de doença, de enfermidade e de tribulação. Talvez você esteja com o coração ferido. Então, quero lhe dizer em nome de Jesus que você pode sofrer, mas o sofrimento não durará a vida toda.

Uma coisa é sofrer com Cristo. Outra é sofrer sozinho. Sozinho você se desespera, fica louco e pode até chegar ao suicídio. Com Cristo, você pode chorar, pode sangrar, mas sente um braço poderoso sustentando sua vida.

Deus não prometeu que Seus filhos nunca teriam dificuldades neste mundo. Ele prometeu que Seus filhos nunca estariam sozinhos.

Jesus estava no casamento em Caná da Galiléia, mas mesmo assim aconteceu algo desagradável na festa. As pessoas cometeram um erro. Elas podiam ter ido ao Mestre e dizer-lhe:
- Senhor, ajuda-nos. O vinho acabou.

Mas em lugar de procurar Jesus, pediram ajuda à Sua mãe, a santa virgem Maria.

Querido, precisamos ter em mente que quando Jesus está presente em nossa vida, somos capazes de enxergar a luz em meio às trevas.

Vou tratar agora de um assunto muito delicado: a Santa Virgem Maria.

Como todos sabemos, o inimigo é muito astuto. Ele não quer cristãos equilibrados. Ele quer nos levar ao fanatismo ou ao liberalismo. Isto é certo com relação a qualquer assunto da Bíblia. 

Vejam, o inimigo leva muitos cristãos que têm a Bíblia nas mãos, a pensar do seguinte modo: A virgem Maria não é importante. Ela foi uma mulher como qualquer outra. Não temos que ficar reverenciando-a; não temos que falar muito dela, porque isso é idolatria.

Meu amigo, se um cristão, com a Bíblia aberta, diz isso, ele não sabe o que está dizendo. Porque a virgem Maria foi um ser humano sim, mas não foi um ser humano comum. Ela foi uma mulher com uma experiência maravilhosa com Deus. Ela foi uma mulher de vida piedosa, exemplar.

Hoje, a figura da virgem Maria se levanta como um exemplo de vida, de entrega e de comunhão com Deus. Por isso, ela merece todo o nosso respeito e a nossa reverência. Merece que a amemos e que ensinemos mais da vida maravilhosa que viveu. Mas como já disse, o inimigo não quer pessoas equilibradas. Ele tanto leva os cristãos ao extremo de serem desrespeitosos com ela, como as engana e as leva para outro extremo.

Existe muita gente sincera e maravilhosa que pensa assim: A virgem Maria é a nossa salvadora. Temos que ir a ela porque talvez ela possa nos salvar, possa resolver nossos problemas. Estamos passando por dificuldades? Vamos nos ajoelhar perante ela... ela pode resolver nossos problemas.

Estas pessoas agem desse modo com toda a sinceridade. No momento de desespero, procuram a ajuda da santa virgem Maria. E os cristãos do outro extremo olham para elas com olhos acusadores e dizem:
- Vocês são idólatras. Adoram um ser humano.

Eles ignoram a sinceridade com que estas pessoas estão procurando chegar a Deus.

No casamento de Caná da Galiléia, as pessoas tinham Jesus presente, mas em lugar de ir a Ele, foram à virgem Maria, e ela, com todo carinho lhes disse:

- Filhos, eu não posso resolver esse problema, mas conheço a única pessoa que pode fazer isso para vocês. E os levou a Jesus. Se hoje ela estivesse viva, com certeza faria a mesma coisa.

A Bíblia afirma que a virgem Maria, por mais extraordinária e piedosa que tenha sido, precisava de um Salvador. Veja uma de suas orações: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador". (S. Lucas 1:46 e 47)

Essa é a oração literal da virgem Maria; escrita e registrada na Palavra de Deus. Se ela precisava de um salvador era porque ela era um ser humano e não tinha condições de salvar ninguém.

Tudo bem, você pode estar me dizendo:

- Pastor, eu não a tenho como minha salvadora. Ela só é a minha intercessora, minha intermediária, minha mediadora.

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem". (I Timóteo 2:5)

Isso é o que diz a Bíblia. É só Jesus Cristo e mais ninguém. É por isso que quando os homens no casamento de Caná foram à Maria pedindo ajuda, ela, com o maior carinho, os levou a Jesus. Jesus era o único capaz de resolver problemas.

Se a santa virgem Maria (a quem amo e respeito muito, porque quando Deus escolheu uma mulher para gerar Seu Filho neste mundo escolheu essa piedosa mulher), estivesse viva e hoje pudesse falar; quando uma pessoa fosse a ela pedindo ajuda, ela a abraçaria, e lhe daria talvez um beijo de amor e com carinho lhe diria:

- Filho, eu agradeço pela sinceridade de coração com que você vem a mim, mas não posso fazer o que você me pede. Eu também sou um ser humano. Eu também preciso de um Salvador. Jesus é o único mediador entre você e o Pai.

Voltemos agora ao casamento de Caná da Galiléia e vejamos o que Maria disse aos homens:

- Vocês querem que o problema da falta de vinho seja resolvido? Então, façam tudo o que Ele vos mandar.

Esta é a declaração mais bonita que a santa virgem Maria nos deixou. Se Ele mandar você ir para a direita, vá para a direita; se Ele disser para ir para a esquerda, vá para a esquerda. Por favor, não tente mudar o que Ele mandou. Cumpra o que Ele ordenou.

Nós, os seres humanos, não temos humildade suficiente para ir à Bíblia e fazer o que Ele nos manda. Estamos sempre tentando corrigir a Deus e tendemos a interpretar e colocar as nossas opiniões. Quando o que está escrito combina com o que cremos, aí está tudo bem. Porém, quando não encaixa com a nossa maneira de ser e de viver, então tratamos de fazer algumas modificações que nos são convenientes.

Mas a virgem Maria diz:

- Não faça isso. Se você não quiser criar problemas para você mesmo, faça tudo o que Ele ordenou.

Sabe por que a virgem Maria deu este conselho? Porque muitas vezes as coisas que Deus nos pede parecem loucura.

Em Caná da Galiléia os homens se dispuseram a obedecer a Jesus. E sabe o que aconteceu? Jesus lhes disse:

- Enchei essas vasilhas d'água!
Os homens olharam para Jesus e disseram:

- Senhor, Tu não estás entendendo nosso problema. O nosso problema não é a falta de água, e sim de vinho! Mas a virgem Maria tinha dito: "fazei tudo o que Ele vos mandar".

Deus muitas vezes vai nos pedir coisas que parecem incoerentes e loucura aos nossos olhos. Encher as vasilhas d'água, para quê? Não precisamos d'água, precisamos de vinho. Mas não discuta com Deus. Se Deus mandou encher as vasilhas d'água, obedeça. Deus conhece o seu problema e quer solucioná-lo.

Os homens, meio incrédulos, encheram as vasilhas.

Então Jesus lhes disse:

- Podem servir.

Eles olharam as vasilhas e lá dentro havia água.

Novamente Jesus lhes disse:
- Sirvam.
E eles pensaram: "Senhor, Te obedecemos até aqui, mas não vamos continuar. Servir água em lugar de vinho é a maior humilhação que um anfitrião pode passar".

Sabe, nós, os seres humanos, somos muito imediatistas. Queremos ver os resultados logo. E com Deus, às vezes, as coisas não funcionam desta maneira.

Um dia, um capitão leproso buscou a ajuda de Deus.

E o profeta lhe disse:
- Vai ao Rio Jordão, e mergulhe sete vezes. 

Ele perguntou:
- Não há rios melhores em minha cidade?

Mas o servo lhe disse:
- Meu senhor, se Ele tivesse pedido coisas mais difíceis, não terias feito? O que custa obedecer a ordem do profeta? Por que não entras na água?

E ele entrou uma vez e nada aconteceu. Entrou duas, três, quatro, cinco, seis vezes e nada aconteceu. Naamã já estava saindo do rio dizendo:
- Não, isto é tolice. Como eu, um homem culto, com títulos acadêmicos, vou entrar nessa de crentes, de acreditar que a água vai me curar? Não, eu não entro. Acreditei mas não aconteceu nada. Vou embora.

E o servo lhe disse:
- Meu senhor, por favor. Você já entrou seis vezes. O que custa entrar mais uma vez?

Naamã entrou, e a Bíblia diz que quando ele saiu da água, sua carne estava completamente curada, terna como a pele de um bebê.

Assim são as coisas com Deus. Você não pode aceitar Jesus esperando que seus problemas acabem imediatamente.

Voltemos a Caná da Galiléia.

Talvez você não esteja entendendo a magnitude do problema daquele casal.

Naquele tempo, se um casal fizesse uma festa de casamento e acabasse o vinho, esta seria a maior vergonha que uma pessoa poderia passar na vida.

Esta história, é a história de um casal à beira da desgraça, e um milagre divino transformou a água em vinho e resolveu o problema.

Eu pergunto:
- Aquele Jesus que teve poder para transformar a água em vinho, não tinha poder para encher as vasilhas? Claro que tinha.

Por que então ordenou que enchessem as vasilhas d'água?

Aqui está a participação humana. Deus não pode forçar ninguém. Ele pode transformar sua vida e fazer milagres. O que Ele não pode fazer é entrar em seu coração sem a sua licença.

Você tem que abrir o coração a Ele. Você tem que encher a vasilha d'água.

Para Deus, não importa a distância que você está dEle. Não importa o tamanho do seu problema. Não importa quão baixo você caiu.

O milagre é com Deus. A decisão é com você.

Ao longo da minha vida tenho visto marginais, prostitutas, homossexuais, ateus, agnósticos caindo aos pés de Cristo. Hoje, são homens e mulheres transformados pelo poder de Deus.

Não há nada que Deus não possa fazer. Não há água que Ele não possa transformar em vinho. O Cristo de Caná da Galiléia vive, e está perto de você embora não possa vê-lo.

Jesus está chegando; está batendo à porta de seu coração. Mas Ele não pode entrar sem que você diga sim. Não existe outra maneira de você receber o grande milagre da transformação a não ser pela sua decisão a favor de Cristo.

Se você sente que seus sonhos estão caindo, deixe que Jesus os reconstrua. Se você sente que deve abrir o coração a Jesus, não espere mais. Dê a Ele uma oportunidade. Entregue-se a Jesus e deixe-O consertar as coisas erradas em sua vida.


Por Pr. Alejandro Bullón
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