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20131008

Banheiro feminino com mictório?


A Califórnia, sempre a Califórnia, o estado mais excêntrico, moderninho, “progressista” (e falido) dos Estados Unidos, “avançou” na frente dos outros uma vez mais: aprovou lei que permite ao transexual escolher qual banheiro pretende usar: “A Califórnia tornou-se (em agosto passado) o primeiro estado americano a permitir que estudantes transexuais escolham se desejam usar os banheiros ou vestiários masculinos ou femininos em suas escolas. A medida, que se aplica do jardim de infância ao ensino médio, foi assinada pelo governador Jerry Brown na segunda-feira, mas só entrará em vigor em 1° de janeiro de 2014. Mesmo assim, já vem despertando debate. [...] Os apoiadores da medida alegam que a nova lei ajudará a diminuir os casos de bullying. A lei era uma demanda antiga de famílias com filhos transexuais a escolas país afora, com casos que terminaram inclusive em batalhas judiciais. No entanto, alguns pais se opõem à norma, afirmando que a presença de transexuais nos banheiros pode confundir seus filhos.

“‘Não é porque eles estão confusos que têm que confundir os outros também’, protestou Maria Garcia à CNN. Karen England, diretora do Capitol Resource Institute, condenou a Assembleia Legislativa e o governador Brown por ‘espalhar valores de São Francisco’ em todo o estado. ‘Não se pode forçar algo tão radical em cada turma de escola da Califórnia’, criticou. Karen ressalta que a lei não exige que os alunos comprovem ter qualquer problema de identidade de gênero, cabendo aos diretores de escola confiar na informação passada pelos próprios estudantes. ‘Como fica o direito à privacidade de uma menina do Ensino Fundamental que queira ir ao banheiro ou tomar banho e que tenha que se preocupar de dividir vestiário com um menino?’, argumentou.”

Em nome do combate ao preconceito e dos “direitos” das minorias, cada vez mais o estado ignora os direitos da maioria e os valores tradicionais, criando situações realmente estranhas. Podemos pensar em um rapaz jovem, que não se “sente” homem naquele dia (lembrando que não é preciso comprovar ter o distúrbio – até porque a França já nem considera isso distúrbio mais), resolvendo adentrar em um banheiro com mocinhas peladas, desde a mais tenra idade. Afinal, ele vivia um conflito de gênero.

Estranho? Absurdo? Arriscado? Nada disso! Puro preconceito pequeno-burguês moralista de sua parte! Quem é você para dizer se ele é homem mesmo, ou uma mulher presa no corpo de homem? Ele é quem sabe! E, naquele dia, ele achou que era ela, ele “sentiu” ser uma donzela, e ficou com vontade de compartilhar com suas colegas um banho coletivo. Quem disse que mulher barbada era coisa só de circo?

As mudanças de hábitos e costumes são pendulares às vezes. Ninguém deseja, espero eu, regressar a tempos em que o machismo predominava, mulheres tinham menos direitos, e gays eram alvos de perseguição crônica e duros ataques violentos (como em países socialistas e islâmicos, curiosamente defendidos pelos “progressistas”). Mas tudo indica que o pêndulo exagerou para o outro lado, não é mesmo?

O estado resolver invadir a intimidade das crianças com sua agenda politicamente correta, expondo-as ao perigo e ao desconforto de situações realmente bizarras, é algo que passou dos limites do aceitável. Banheiros femininos com mictórios: era só o que faltava. (Rodrigo Constantino, Veja)


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