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20120411

O raio caiu duas vezes

Ó Senhor, Tu és o meu Deus; exaltar-Te-ei a Ti e louvarei o Teu nome, porque tens feito maravilhas. [...] Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua angústia; refúgio contra a tempestade. Isaías 25:1, 4

Certa noite, eu passava algum tempo feliz com duas das minhas netas, enquanto meu esposo estava ali perto, trabalhando no computador. As meninas queriam sair, mas estava caindo uma chuva leve, e então permaneceram confinadas, brincando dentro de casa. O chuvisco se transformou numa chuva forte e depois num aguaceiro. Ainda frescas na lembrança estavam experiências anteriores com temporais e apagões da energia elétrica – uma escuridão instantânea e as meninas gritando a plenos pulmões – e por isso eu mantinha perto de mim uma lanterna para ocasiões de furacão, pronta para acendê-la se fosse necessário.

 Estávamos rindo e conversando, até que um terrível estouro interrompeu nossa diversão. Pelo som, parecia que era do lado de fora da porta. Um pouco assustada, fui olhar, mas não vi nada a não ser a chuva torrencial. Voltei para a cozinha onde estavam as meninas, mas dentro de minutos demos um pulo de susto, por causa de um estouro muito mais alto que o primeiro. Esse também dava a impressão de ter sido na frente da porta. Orei silenciosamente para que a tormenta passasse logo, e em pouco tempo a chuva diminuiu. A atmosfera pacífica foi um grato alívio, e na hora de dormir foi fácil relaxar. Fui para a cama, sem pensar em olhar de novo o lado de fora.

 Acordei às 2h15 da madrugada. Curiosa para saber como estava a rua, espiei pela janela do quarto, e ali, do lado direito da casa, parecia que uma enorme árvore havia caído atravessada na nossa propriedade. Ai, não, não, não! pensei. Voltei para a cama, porém me virei e revirei até o raiar do dia, e então fui para fora, ansiosa. Para meu espanto, não só havia caído aquela árvore, mas um galho de árvore carregado de folhas caíra do lado esquerdo do jardim e alcançava a rua. Nenhuma árvore ou galho se via em todo o restante da rua. Fui rapidamente contar ao meu marido.

 Ao longo daquele dia, reconheci quão afortunados fomos por ter o raio atingido apenas as árvores! Estivemos muito próximos do perigo, pois a cozinha ficava a meros sete metros das árvores que haviam sido atingidas. Contudo, Deus nos protegeu durante aquele temporal, assim como Ele o faz durante as muitas tempestades – espirituais, físicas, emocionais – que nos assolam a vida.

Íris L. Kitching

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